{Resenha do filme Amor (Amour)}

 Direção: Michael Haneke
 Elenco: Jean-Louis  Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell, Ramón Agirre, Rita Blanco, Carole Franck, Dinara Drukarova, Laurent Capelluto, Jean-Michel Monroc, Suzanne Schmidt, Damien Jouillero, Walid Afkir
 Duração: 127 minutos
 Gênero: Drama
 Sinopse: Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados, que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste.

Um dos filmes mais crus e verdadeiros que eu já vi. O típico filme em que você jamais chega ao final, que deixa em você algum tipo de marca. Não há como ser indiferente diante da forma direta e sem subterfúgios utilizada pelo diretor.
Conta à história de um casal de idosos, Anne e Georges, dois professores de música reformados e casados há muitos anos. Eles vivem em uma casa confortável e em boas condições financeiras. Depois de Anne sofrer um derrame e ter parte de seu corpo paralisado, os dois precisam se adaptar a outra rotina, onde ela só conta com o marido e passa a depender dele para tudo.

Conforme os dias vão se passando vemos a dificuldade de Georges em cuidar da esposa e como seu corpo e sua mente vão se deteriorando com outros pequenos derrames. A dor, a agonia, a tristeza é palpável. A sensação sufocante que o filme te proporciona é devastadora.
Michael Haneke demonstra de forma crua, sem dramas fabricados, sem máscaras onde se encontra uma das maiores provações do amor. Então se você ao olhar esse título espera algo como declarações de amor e frases belas, esse filme não é para você. Esse filme é real, duro e honesto.

Destaque para as grandes interpretações dos dois atores principais, os franceses Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva. Salientando em especial o trabalho de Riva, é algo que comove, que te afeta verdadeiramente. Aos oitenta e cinco anos é a atriz mais velha a ser indicada ao Oscar e digo, sem sombra de dúvida, merecedora da estatueta.
O filme tem mais quatro indicações: Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original. Além de já ter ganhado no ano de 2012 a Palma de Ouro em Cannes, ganhou também há poucos dias como melhor longa-metragem pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos. A Emmanuelle Riva foi entregue o prêmio de melhor atriz e Haneke de melhor diretor.

Ou seja, é um filme difícil? Sim, é. Contudo, imperdível. São filmes assim que nos fazem acreditar que o cinema é uma ferramenta maior que apenas entretenimento, não que eu tenha algo contra, vocês sabem que não. Mas esse tipo de filme nos faz acreditar em algo mais, nos acrescenta e faz refletir. E o final é algo de surpreendente, chocante e para mim, mais uma grande provação do amor.

Vale a pena assistir esse filme!

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